NENHUMA PALAVRA SOBRE CULTURA NA SECRETARIA DE EDUCAÇÃO E cultura (por EDUARDO TEFFÉ)

Olá, dia desses que resolvi ler o bom material gerado na revista do Atual sobre o aniversário da cidade. Matérias interessantes , entrevistas com figuras importantes de sempre e uma série de quadrados...

ITAGUAÍ DE TERNO E GRAVATA (EM COMEMORAÇÃO AO ANIVERSÁRIO DA CIDADE)

Itaguaí mudou de identidade Está de terno e gravata Foi perfumada de substância mortal Sua história mudou, e muito Suas matas se despediram pro além Suas ilhas são a ganância do mal O povo sem rumo...

A MAIOR E MAIS CONTROVERTIDA EXPO DE TODOS OS TEMPOS!

A primeira festa Expo sob o comando de Luciano Mota merece elogios: foi provavelmente a melhor e maior de todos os tempos. A área aumentou, todos os shows foram de ponta (a ponto de encaixarem um Zeca Baleiro na Lona Cultural)...

ESTAMOS DIALOGANDO, ESTAMOS GRITANDO!!!

Há pouco mais de um mês se faz história no Brasil. Pessoas tem saído as ruas para protestar. O Rio reuniu, em sua maior manifestação, mais de um milhão de pessoas (foto). Itaguaí, a despeito dos descrentes e boateiros...

#VOLTADOAGOSTODASARTES

O evento de Cultura independente "AGOSTO DAS ARTES"anunciou sua volta (http://agostodasartes.blogspot.com.br/) E pra começar já anunciou a programação de música em parceria com a EMMAF ,com recitais de diversos instrumentos nos dias 15,22 e 28 de agosto sempre às 19h...

domingo, fevereiro 19, 2012

A ÁRVORE DA VIDA ASSÍRIA

Professor Parpola atualmente vê a Árvore não como uma Árvore propriamente dita, mas como um símbolo visual de múltiplas camadas, um instrumento de auxílio para a memória, que contém não apenas um, mas uma infinidade de significados. A forma da Árvore com sua oposição vertical céu-terra e direita-esquerda fornecia uma estrutura pela qual era possível expressar várias doutrinas interrelacionadas da religião Mesopotâmica e da ideologia real. A Árvore podia ser tomada para refletir a estrutura psíquica do homem perfeito como um equilíbrio de virtudes cardeais; ao mesmo tempo, ela também representava deus e a soma total de seus atributos. Ela podia simbolizar o rei como mediador entre o céu e a terra, mas também a alma como uma entidade que transcendia os limites do céu e da terra. Ela podia ser contemplada como uma imagem do cosmo que consistia do céu, da terra e um mesocosmo de estrelas e dos grandes deuses situados entre eles. Ela podia refletir o conselho divino, tal qual o gabinete assírio, cujos ministros ideologicamente eram imagens dos grandes deuses. A árvore delineava a ascensão da alma pura até os céus.

Todas estas diferentes interpretações têm algo em comum: a crença na habilidade da alma pura de transcender as fronteiras entre os reinos diametralmente opostos do céu e da terra. Esta crença fazia possível, por outro lado, apresentar o rei como o homem perfeito, enviado pelos céus para guiar a humanidade, bem como para manter a esperança de uma ressurreição dos mortos.

Ao representar o rei como o homem perfeito e a imagem de deus, a tornou-se no símbolo principal do império Assírio. No culto de Ishtar, a Árvore deve Ter em principio funcionado como objeto de meditação, como espécie de mandala. Como a personificação humana da Árvore - o homem perfeito - o rei tinha papel importante nos rituais. Ele era o salvador enviado para resgatar os justos, o redentor para aqueles que acreditavam nele. Podemos, portanto, de certa forma entender por que os antigos mespotâmicos escolheram-na como objeto de reverência, conhecimento secreto e contemplação. Palavra escrita alguma pode expressar de forma adequada as idéias complexas sugeridas pelo poderoso símbolo visual. Muito antes pelo contrário, estas tendem a obscurecer e distorcer a mensagem fundamental que pode ser intuitivamente obtida através da contemplação, meditação e estudo da iconografia sagrada, baseados nas fontes do cuneiforme que temos disponíveis.

Naturalmente, a Árvore era apenas um dos símbolos visuais entre muitos outros no mundo antigo. Mas era um símbolo importante na Assíria, comparável à cruz no Cristianismo. Evidentemente, deve-se frisar que qualquer tentativa de se entender a Árvore da Vida Assíria deve estar firmemente fundamentada por evidências assírias. Uma vez que as doutrinas relativas à Árvore eram também secretas, sendo escritas quando muito em linguagem alegórica e velada, deve-se também estudar doutrinas relacionadas como a Cabala, que são melhores conhecidas e sobre as quais encontramos material disponível. Somente com a ajuda de tal abordagem comparativa é que poderemos melhor entender e organizar nossas descobertas de forma coerente e tão fiel aos fatos quanto possível.

Retirado do site: http://www.angelfire.com/me/babiloniabrasil/cabala.html em 17/06/2011